domingo, 13 de dezembro de 2009

Dúvida cruel

Em qual "cor" ele fica mais lindo?


Versão Sépia

Em P&B

Ou naturalmente colorido?

sábado, 12 de dezembro de 2009

Um ano para trás, novos rumos pela frente

Hoje completa um ano que estou desempregada.
A notícia, quando veio, foi um misto de emoções. O clima estava pesado demais no trabalho, as previsões não eram nada otimistas, então, de certa forma, foi um alívio. E hoje sei que meu ex-chefe foi realmente honesto em seus motivos para me demitir – eu fui uma privilegiada. Mas, claro, por outro lado as preocupações em como manter o Caio e suas necessidades, sempre inadiáveis como digo, foram – e seguem sendo – imensas.
Mas, um ano depois, vi que sobrevivemos.
Não sem a generosa ajuda de amigos preciosos, confesso. Me envergonho por necessitar deles. Mas me orgulho e agradeço demais ter sua abençoada presença em nossas vidas.

Vamos passar um Natal magérrimo, dos mais magros dos últimos anos. Tem horas que fico triste, mas vou tentar dar uma erguida e fazer os biscoitinhos de Natal que minha avó Piti fazia... e mostrar para o Yuri que o espírito de Natal é muito mais do que montes de presentes.

E apesar de tudo o que temos passado, não tenho mais a ânsia e nem penso em voltar a trabalhar fora. Caio tem precisado muito de mim, da minha presença, do meu acompanhamento. E não posso mais contar com minha mãe, que também tem atravessado uma fase difícil, nem com outra pessoa por perto. Então que existem vários planos para 2010, um em fase já de “implementação”, sigo com meus frees (quer me contratar? Hehehehe...) e penso em fazer uns 2 cursos no ano que está começando para que eu possa ter mais alternativas ainda para o meu sustento em casa, organizando meus próprios horários e tendo meus filhos sempre à minha vista.

2009 teve a insegurança financeira, mas não foi um ano ruim. Acredito que sigo tendo oportunidades de crescimento e mudança. Mas, como sou fã de anos pares (outro dia volto nesse assunto), tô torcendo pra que 2010 comece logo!

quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Responsabilidade Social

Assim como a inclusão, a acessibilidade e, até mesmo, feitos "mais simples", a responsabilidade social não existe em maior escala por uma única razão: má vontade. Em ajudar o próximo, em deixar um legado, em investir, principalmente, tempo.

Meu grande sonho é que o Caio pudesse fazer Equoterapia. Dizem que o contato com cavalos pode ser milagroso, especialmente para crianças com comprometimento neurológico. Caio consegue sentar parcialmente, porque tem controle do quadril, mas não tem o completo controle do pescoço. A Equoterapia poderá ajudá-lo muito. Infelizmente, não tenho condições de arcar com esta terapia. Fiz um filme sobre o Caio, pedindo esse apadrinhamento a empresas, que podem, por exemplo, se cotizar para "adotá-lo". Mas ainda não consegui nenhuma resposta positiva... O que é uma lástima... Para as empresas não é um custo alto e que ainda pode ser devolvido sob a forma de abatimento no Imposto de Renda. Então, eu sigo daqui tentando...

Se alguém entre nossos leitores, quiser passar o vídeo adiante, tem minha autorização.

Mais do que isso, tem a nossa gratidão.

http://www.youtube.com/watch?v=bgR9Pe5fFQA



terça-feira, 8 de dezembro de 2009

Sonho

Hoje fui com o Caio na escola do Yuri, eles iriam fotografar um cartão de Natal juntos.
Acabou que o fotógrafo se atrasou e ficamos toda a tarde (período de aula) lá.
Caio amou. Ria a cada criança que via, tentava falar, quis até sair da cadeira e ficar de pé no meio de um grupinho que me pediu pra ver a altura dele. Gosto dessa curiosidade inocente das crianças. E amei ver meu filho tão feliz. Eu quero muitas coisas pro meu Caio, sonho alto por ele e para ele. Mas uma escola que o aceitasse, o recebesse de braços abertos... que lindo seria se pudesse ser mais que um sonho...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

Intolerância, o maior entrave à acessibilidade

Caio é, aos 4 anos, um cadeirante. E eu sou tida como uma mãe com pulga no traseiro. E, confesso, essa conceituação sobre minha pessoa me incomoda. Assim sou vista, simplesmente porque vivo e levo o Caio para viver. Com cadeira de rodas, sim.
É de cadeira, e muitas vezes dependendo do transporte público, que vamos a médicos, passeios, aniversários. Meu marido é da turma Tudo é Difícil. Eu não. Sou da turma É Assim Nossa Vida! Não vejo drama, mistério ou problema em deixar meu filho viver nas condições que são as dele. E aí, pra se divertir, pra conhecer o mundo e pessoas, a cadeira é apenas um acessório...

Claro que a realidade não é tão poética e nem eu esperava que fosse. Mas podia ser mais fácil, com certeza. Com mais rampas de acesso, com calçadas regulares, com mais ônibus adaptados. Já foi pior, eu sei. Agora, na minha busca pela acessibilidade ideal tenho esbarrado no maior de todos os obstáculos: a intolerância alheia.

Nunca vi, mesmo antes de ter o Caio em minha vida, o deficiente com pena. É a condição dele, independente de qual ela é. Mas as pessoas olham com pena. E essa pena não é sinônimo de compaixão, não se enganem... Infelizmente, o deficiente físico ainda é visto como um estorvo à sociedade. E isso sim, é muito, muito triste.

Semana passada tive problemas mecânicos com meu carro e precisei levar o Caio à fono de ônibus. Passou o primeiro e deixei ir - não era adaptado a cadeirantes. Passou o segundo, idem. Mas me obriguei a entrar no terceiro, ou iríamos perder nosso horário. A cadeira do Caio é leve, estreita, não ocupa muito espaço. E ainda assim cumpri constrangidamente nosso percurso de cerca de 20 minutos. Recebemos muitos olhares de reprovação e muitos comentários ao redor, em maior ou menor tom de voz, sobre o fato de estarmos usando um ônibus "comum".

Eu, sinceramente, não sei se sinto mais tristeza ou revolta.
Não preciso escutar esse tipo de coisa, muito menos meu filho. Não merecemos olhares reprovadores por estar simplesmente fazendo aquilo que nos está destinado: viver à nosso modo. Meu filho é uma criança, é um cidadão. Mas parece que a deficiência tira dele, aos olhos da sociedade, os direitos advindos das duas primeiras condições. Não temos que justificar nossa existência!

Fiquei quieta, porque também não preciso ficar batendo boca em coletivo. Mas dói. Ainda assim, o problema maior é de quem se sente incomodado. Não vou pedir licença para incluir meu Caio em todos os espaços que ele tem direito - como criança, como ser humano, como cadeirante. E sei que ele ainda vai superar muita barreiras, vai ser muito feliz - faço questão de ensinar isto à ele. Só que é lamentável e, no mínimo, para se refletir... de tudo o que se fala sobre acessibilidade e como melhorá-la e praticá-la em larga escala, o maior de todos os obstáculos para que ela aconteça está dentro de cada um de nós: é a intolerância às diferenças.

Comunicado

Infelizmente, devido à presença constante de spam, acabei tenho que ativar a moderação de comentários por aqui.
Uma pena, porque sou extremamente favorável ao espaço aberto para as mais diferentes opiniões. Mas minha idéia é tão somente barrar os spams, ok?
Por favor, leitor/a continue deixando seu comentário, que será muito apreciado e dificilmente não será publicado.

domingo, 6 de dezembro de 2009

Atualizando... ou tentando

Dia 23, data do último post, a gente foi numa festa. Caio curtiu, tava tudo ótimo.
E eu me inspirei pra fazer um post sobre inclusão, quando ela vem dos outros até nós - mas, com a falta de tempo, desinspirei...
A semana correu com festa dia sim, dia não... Rafa e Gabi, Ane, tia Flor, Lara...
No meio do caminho deu um vendaval lá em casa. Não, não era o Katrina... era minha mãe, suas crises de nervos e minha paciência com limite excedido faz séculos.
Entre mortos e feridos, parecia que todos se salvariam...
Volta e meia eu tinha uns momentos revolta com a ignorância alheia e pensava em alguns posts mistos de revolta e lições didáticas... mas, mais uma vez, fui desinspirando...
E essa semana começou punk outra vez... Caio teve uma pequena crise de glaucoma - chato, mas normal. Só que os olhos desincharam e o mal estar não passou. Foram quatro dias sem comer, quatro noites sem dormir, muito choro dele, de dor, e meu, de desespero. Levei ao pediatra (santa Jaque tava fora do Estado) que examinou ouvido, pulmões e garganta do Caio e me assegurou: "Ele não tem nada". E eu, entre um surto e um instinto divino resolvi levar ele à Porto Alegre, num hospital pediátrico especializado... Depois de um dia inteiro de exames, o diagnóstico: fezes cibalosas - para os leigos, como eu, cocô véio trancado nos intestinos. Um enema e o problema foi resolvido, Caio, o faceiro e alegre, estava de volta... E a partir de agora, na lista dos meus medos e possíveis diagnósticos para os mal estares do Caio, consta, além de hepatite, esofagite, problemas na DVP, também o famoso cocô apegado que não quer desentocar... mereço!
Que mais?
Não teremos mais fisio na clínica de sempre a partir do dia 11... fico triste em pensar em perder a Thaís, mas me deu um feeling de que é hora de mudanças... e inscrevi o Caio na ACADEF - centro de referência em reabilitação... já assegurei a vaga dele, amanhã vou lá marcar a avaliação e combinar os horários.
Anda faltando dindin, mas já tô até acostumada, não sei o que é final de ano com dinheiro no bolso mesmo... Mas em 2010 ele virá! Sigo acreditando.
E sim, ainda encontrei tempo pra levar o Scott pra casa. Mas levei a mana dele tbém e agora quem disse que eu consigo me desfazer dela??? Quem manda ser cachorreira?
Buenas, em mal traçadas linhas, é o que andou acontecendo. Tomara que eu reencontre a inspiração, que queria muito falar com vocês de dois assuntinhos aí que andam na minha cachola...
Jingle bels, o Natal tá chegando e sim, eu curto... daqui a pouco, post natalino.

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Post fotográfico

Na falta de tempo e inspiração, seguem fotinhos...

Lindo e alegre, como sempre (e eu coruja, como sempre e sem cura)

Super concentrado e coordenado no computador...

Lembram do Scott? Pois é, essa semana traremos a versão 2.0 pra casa
(olhem a alegria do Yuri)

Caio, sério, segurando o novo amigo...